Do outro lado do cão Cérbero

(Sobre um quadro de Cecilio Testón)  

 

 

Corpos que fluem pelos

céus baixos

em busca de seus sonhos

                                    e

caem

no fundo do Estige

 

Caronte já não passa.

Azuis. Dourados. Verdes...

 

Debaixo das águas

(debaixo dos lençóis)

repousando, nus ...

                             

 

são ouro

(eternos e nus!)

 

Cérbero emudeceu

para sempre.

Francisco Álvarez Velasco

(Tradução de Andityas Soares de Moura)